sábado, 11 de maio de 2013

de um sabadão você aprende;

que todo esse saber
dói
já que ter
corrói
e é nessa longa efemeridade
do dia todo
de todo dia
por vício
da idade
que você age
age
age
age
age
e reage.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

(ainda aceso) pela chama;

de quem me chama
como se fosse
meu próprio nome

de quem tem fome
da vida.

sábado, 27 de abril de 2013

se eu gosto de(ssa) pipoca;

é porque eu só sei
que não sei
como vai ser.

terça-feira, 2 de abril de 2013

não seja;

enganado pelo que seja
por mais que a cereja
esteja presa
a você
nada que eu disse
vai me fazer esquecer
de tudo que a memória esteja
levando pela correnteza
da razão
meu eu sempre esteve aqui
goste você ou não
queira você ou não
me queira você ou não
me importo muito
já me importei muito
e já não sei se devo mais me importar
viver sem lembrar pode custar
bem caro
pros que sempre souberam
que tudo isso
é muito mais do que isso
mesmo se no nisso
você possa encontrar razão
pro jamais compreendido.

sábado, 30 de março de 2013

travesseiro de rímel;

de uma noite
pra não não se lembrar
de dois sonhos
consecutivamente
inabaláveis pela real melodia
de uma realidade lucidamente irreal
obviamente surreal
daqueles que nunca esperam pelo adeus
do ensolarado amanhã
pelo olá
do hoje que depois virá
como um saudoso abraço
sem eu nem me importar
se sei o que vivi
ou se o que vi
já me fez esquecer
de quem eu sempre fui
de quem eu sempre quis
de quem eu já esqueci
de que tudo ainda pode ser tão bom
como foi a alguns segundos atrás.

quinta-feira, 21 de março de 2013

domingo, 17 de março de 2013

"mas quando sempre

é sempre
nunca
quando ao lado
ainda
é muito
mais longe
que qualquer lugar."

ovos mexidos;

pela manhã
do amanhã
sem saber
do que se trata
se trata
se ignora
se beija
se ri
se miojo come
com uma fome
descomunal
como o tempo
ah, tempo
impaciente velocista do momento
dos que andam sem tempo
pra esquecer esse olhar
no bar
perto do mar
de quando você respira
bem fundo
e ainda assim falta ele:
o

.

sexta-feira, 1 de março de 2013

visivelmente;

faço
mais do que deveria
penso
em tudo que não podia
enquanto meu cérebro
amordaçado por uma especiaria
visivelmente
te vê
e sem saber por quê
rola pelo chão
se rala todo
e depois se afligia
sem saber o porquê
do ser
e depois do não ser
pra poder tentar esquecer
do que vai ser
de te querer
de não poder
quando amanhecer
nesse céu oceânico
nesse seu
ideologicamente orgânico
nessa instabilidade imutável
chuva e sol
juntos coloridos
numa relação estranha.