quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

(eu sei)

ela já te ingeriu,
crioula,
filha de uma papoula,
olhar inerente a si mesma
prolixa e sem função,
e você nem sabe por quê;

ela já te digeriu,
já pensou que sabe do que todos falam,
e também nem sabe por quê,

tão humilde escolha,
ser criança para sempre como num filme sobre aquela esverdeada folha
você podia me contar algo novo, que tal?
algo de que eu não sei por quê;
pode nunca mudar minha vida,

porque eu sei tanto de tão pouco,
que só precisava ver,
que ela já te engoliu,
e nem eu sei por quê,
que depois dessa nulidade nutricional,
só me restou sua azia de A a Z,
com todas as letras do beto-alfa,
que até caberiam numa música;

se não fossem esses dias fantasmagoricamente obstruídos,
se eu ainda morasse no celeiro daquele cavalo,
se eu não tivesse esquecido,
se eu soubesse por quê.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

pra quem achou,



que eu iria parar de me coçar por aqui,
se enganou,

ninguém nunca teve muito sucesso ao me investigar,

então o que diriam os pássaros que voam mais alto?
muito mais alto,

que você um dia já pensou que poderia sonhar,

não, não sou obrigado a ter que ler inúteis erros de português,
e também não vou,

tenho mais o que fazer,

algo conhecido mais ou menos como,

esquece.

domingo, 4 de dezembro de 2011

und ás dai sai,

it fiãls laika'm BLÃDI taiad.

iêu nõul

en ma uãrld
uan c'ngs sta chu ghet uíard
dai sai itz taim chu liv
liv chu sam ué laic uan iul rev neva bin befóu
nou storis
nou pest
nou diz graissa
nou blãdi pipol
giãst mei
und mei
und mai s'ótz
und ma tông
ól ueis thrain chu faind an iskêip
fóu chu nait.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

falores.



pras flores,
pros horrores,
pra vocês atrizes e atores,
e todas suas cores,
sem nenhum ressentimento, nem dores,
só acordes de quem canta a melodia dos meus amores,
fingindo estar apenas nos bastidores.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

e quando chega a hora;



de experimentar um nova influência de sotaque,
dar asas à madrugadas frias e musicais,
num lugar que nunca pare de chover,
onde só exista um lugar pra voar e não se machucar,

sem que você possa lembrar do que já passou e nunca acabou de verdade,
não precise esbarrar com suas realidades insanas de cada segundo de sua vida,
como uma caixinha de madeira que mal abre direito, sem mais nada dentro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

viagem no tempo.

momentos de segurança máxima milimetricamente calculados,
visão do século XXV,
dimensão paralela complexamente flutuante,
o retorno à óca e um taxista robô.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011