pra terminar essa canção,
que depois de setenta e sete dias ainda não foi completa
uma opção,
de viajar no egoísmo excêntrico típico pisciano,
pro fundo do oceano
submerso no plancton
diverso
diverte
deveras
quem diria que o calango pegaria tanto sol
torraria a cuca
racharia o bico
da bica
sem dizer uma palavra,
mexendo apenas
na sua mão.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
o urso congelado.
me disseram que seria triste
como se isso não soasse coisa do passado
sendo ao mesmo tempo ironicamente alegre
heterogêneo
catalogado como feroz por sua aparição
e como já diziam os astrofísicos,
tudo depende do referencial
não depende de mim
nem de você
nem de ninguém
nem nada
é a encarnação da 'cosa nostra'
sendo só minha,
só que um eu de todos e ninguém ao mesmo tempo
é tudo questão de ser atingido por um raio
e quando acontecer
ter certeza disso.
domingo, 17 de junho de 2012
minha cama se mexe sozinha
e enquanto isso
eu ainda estou na minha,
por isso te digo
vai, caminha,
mas não procure pelo passado,
nem ande na linha,
você pode se arrepender
se perder
nessa imensidade mesquinha.
eu ainda estou na minha,
por isso te digo
vai, caminha,
mas não procure pelo passado,
nem ande na linha,
você pode se arrepender
se perder
nessa imensidade mesquinha.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
and when the going gets rough,
and you feel like you may fall
just look on the brightside
you're roughly six feet tall.
just look on the brightside
you're roughly six feet tall.
sexta-feira, 9 de março de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
o conto daquele que já não o podia mais contar,
estava quente,
quente o bastante para reclamar, como todos sempre costumaram fazer,
e ainda o fazem,
pelo simples fato de não saber como será seu amanhã, nem se importar com isso.
escovou os dentes rapidamente, parecia apressado,
o fez inutilmente, já que doze minutos depois já estava banhando-os de uma grande quantidade de açúcar, cevada e ideias mirabolantemente achatadas,
tão deformadas que o fez esquecer de como tudo isso não passa,
mesmo quando você quer que passe.
e foi, foi para onde seu destino o mandou,
sem nem saber,
entrou na variante estupidamente móvel sem nem olhar pra trás
não se arrependeu
não teve tempo pra isso
sorriu, gritou
cantou,
não como se fosse sua última vez,
não disse a ninguém o que realmente deveria ter dito,
e já não importava mais,
sem luz, tudo é mais fácil,
todas as curvas são menos acentudas,
a música mais alta que o som do movimento não acusava nada nem ninguém,
e nunca precisou,
em tão poucos segundos,
onde existia o 99, já não existe mais nada,
nem ninguém,
só sua história,
que ninguém nunca poderá contar.
quente o bastante para reclamar, como todos sempre costumaram fazer,
e ainda o fazem,
pelo simples fato de não saber como será seu amanhã, nem se importar com isso.
escovou os dentes rapidamente, parecia apressado,
o fez inutilmente, já que doze minutos depois já estava banhando-os de uma grande quantidade de açúcar, cevada e ideias mirabolantemente achatadas,
tão deformadas que o fez esquecer de como tudo isso não passa,
mesmo quando você quer que passe.
e foi, foi para onde seu destino o mandou,
sem nem saber,
entrou na variante estupidamente móvel sem nem olhar pra trás
não se arrependeu
não teve tempo pra isso
sorriu, gritou
cantou,
não como se fosse sua última vez,
não disse a ninguém o que realmente deveria ter dito,
e já não importava mais,
sem luz, tudo é mais fácil,
todas as curvas são menos acentudas,
a música mais alta que o som do movimento não acusava nada nem ninguém,
e nunca precisou,
em tão poucos segundos,
onde existia o 99, já não existe mais nada,
nem ninguém,
só sua história,
que ninguém nunca poderá contar.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
(eu sei)
ela já te ingeriu,
crioula,
filha de uma papoula,
olhar inerente a si mesma
prolixa e sem função,
e você nem sabe por quê;
ela já te digeriu,
já pensou que sabe do que todos falam,
e também nem sabe por quê,
tão humilde escolha,
ser criança para sempre como num filme sobre aquela esverdeada folha
você podia me contar algo novo, que tal?
algo de que eu não sei por quê;
pode nunca mudar minha vida,
porque eu sei tanto de tão pouco,
que só precisava ver,
que ela já te engoliu,
e nem eu sei por quê,
que depois dessa nulidade nutricional,
só me restou sua azia de A a Z,
com todas as letras do beto-alfa,
que até caberiam numa música;
se não fossem esses dias fantasmagoricamente obstruídos,
se eu ainda morasse no celeiro daquele cavalo,
se eu não tivesse esquecido,
se eu soubesse por quê.
crioula,
filha de uma papoula,
olhar inerente a si mesma
prolixa e sem função,
e você nem sabe por quê;
ela já te digeriu,
já pensou que sabe do que todos falam,
e também nem sabe por quê,
tão humilde escolha,
ser criança para sempre como num filme sobre aquela esverdeada folha
você podia me contar algo novo, que tal?
algo de que eu não sei por quê;
pode nunca mudar minha vida,
porque eu sei tanto de tão pouco,
que só precisava ver,
que ela já te engoliu,
e nem eu sei por quê,
que depois dessa nulidade nutricional,
só me restou sua azia de A a Z,
com todas as letras do beto-alfa,
que até caberiam numa música;
se não fossem esses dias fantasmagoricamente obstruídos,
se eu ainda morasse no celeiro daquele cavalo,
se eu não tivesse esquecido,
se eu soubesse por quê.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
pra quem achou,
que eu iria parar de me coçar por aqui,
se enganou,
ninguém nunca teve muito sucesso ao me investigar,
então o que diriam os pássaros que voam mais alto?
muito mais alto,
que você um dia já pensou que poderia sonhar,
não, não sou obrigado a ter que ler inúteis erros de português,
e também não vou,
tenho mais o que fazer,
algo conhecido mais ou menos como,
esquece.
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