segunda-feira, 30 de maio de 2011
cadeira de balanço.
eu sou mais velho do que eu gostaria de ser,
e esse lugar não tem mais nada pra mim,
por toda minha vida, eu tentei achar outro caminho,
e eu não me importo com sua atitude,
você me derruba, e eu te acho rude
por toda minha vida, eu tentei fazer um dia melhor,
mas é muito difícil ficar sozinho,
sentado aqui do lado do telefone,
esperando pelas minhas memórias,
pra vir e tocar,
e é muito difícil sentar lá,
balançando em sua cadeira de balanço,
e isso tudo é demais pra mim,
quando você não está lá.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
nós, e a tal gia;
vocês, com seus por quês,
eu com minhas respostas,
mas agora que meu tempo trocou de marcha,
não acreditava tanto na capacidade humana de se adaptar à situações como acredito agora,
e numa noite escura só fica a nostalgia,
de um tempo onde a inspiração entrava no meu quarto sem eu nem pedir,
mas agora não, preciso abrir a janela pra esse vento entrar,
pra o tempo passar,
tão tão devagar.
por dias incertos, equilibrados por um fio,
pelas mãos do tempo, das possibilidades e probabilidades,
por palavras pensadas três vezes e meia antes de serem ditas,
por melodias oscilantes tão vivas,
mas não sei se só em minha cabeça,
por uma chama que você não consegue ver,
e às vezes torna-se difícil de se aquecer com ela em dias frios,
não vou mentir dizendo que não sinto saudades dos dias de seu calor intenso,
até porque me disseram que o inverno está chegando.
terça-feira, 10 de maio de 2011
forme sua banda.
forme seu mundo,
forme sua personalidade,
forme sua vida,
forme seus acordes,
forme momentos,
forme amigos,
forme seu respeito,
forme dias inesquecíveis,
forme seu amor.
domingo, 1 de maio de 2011
liberi da sempre.
'Non vivo mai abbastanza
questo è quello che pensi di me
io e te una storia importante
ma l'amore a due cos'è?
sono perso in un mondo che solo io so
ora ti spiego dov'è
io e te una storia importante
ma l'amore a due cos'è?
sono perso in un mondo che solo io so
ora ti spiego dov'è
liberi da sempre siamo liberi
da tutto e niente liberi
per sempre noi
slegami se la mia solitudine
vorrei soltanto vivere
l'amore che non c'è
perchè tu vuoi solo più di quel che dai
da tutto e niente liberi
per sempre noi
slegami se la mia solitudine
vorrei soltanto vivere
l'amore che non c'è
perchè tu vuoi solo più di quel che dai
sola nella tua stanza
chiudi gli occhi alle lacrime
sentimento e ragione
è la sola risposta che c'è
quando senti che il buio
esplode tra noi
difendi l'amore che hai
chiudi gli occhi alle lacrime
sentimento e ragione
è la sola risposta che c'è
quando senti che il buio
esplode tra noi
difendi l'amore che hai
liberi da sempre siamo liberi
da tutto e niente liberi
per sempre noi
liberi saremo come angeli
che volano tra gli alberi
senza cadere mai
da tutto e niente liberi
per sempre noi
liberi saremo come angeli
che volano tra gli alberi
senza cadere mai
perchè tu per me sei più di quel che hai.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
memórias ríspidas, ilíacas, divergentes, intrinsecamente calculadas, universalmente levadas ao sarcasmo.
dançou feito um robô, não de 1984;
mas talvez de 1979, com cara de quem não queria nada, perfeitamente programado para seguir as ordens de seu fisiologicamente-psicologicamente instrutor politicamente incorreto, moralmente abominável.
sabia que iria se arrepender, ou não. na verdade não sabia, não estava sob seu estado de consciência sã, foram raros os momentos, diga-se como um ponto que não altera em nada o vínculo já estabelecido.
mostrou como se faz, ensinou com absolutamente nenhuma humildade os leigos, e diz que não se arrepende de ter tido seus dias de glória. diz.
talvez o que realmente se sucedeu foi uma grande mistura, de êxtase e 'suchashame'. claro, só no dia seguinte, como de costume, graças a seu sonífero excitante, conhecido como iPod.
sonífero que lhe trazia uma realidade tão tão tão distante, e ao mesmo tempo, do seu lado, sempre ali com ele. um passado, tão presente, que só dava um nó nos seus miolos, e nada mais o reverteria naquele dia.
talvez foi por isso, diz ele que não. prefere não se pronunciar, como de praxe.
automaticamente incluído de fatos de extrema delinquência, foi e fez. só não ouse perguntá-lo como foi, porque ele talvez nunca dirá. me disseram que foi a sua maior idiotice, e ao mesmo tempo a única que valeu cada segundo.
arrependimento talvez já faça parte de seu vasto e ao mesmo tempo limitado vocabulário congelado numa terra a -26° C.
mas por enquanto, talvez só seja memóravel dizer dessas memórias o que já foi dito desde quando toda essa história começou.
não passam de ridículas: ríspidas, ilíacas, divergentes, intrinsecamente calculadas, universalmente levadas ao sarcasmo.
e agora me deu vontade de comer pizza.
domingo, 6 de março de 2011
one small wish.
"so girl
can't you see
that you and me
could be so free
and live happy
so take my hand
and let's run."
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
dedo de limão.
Me faça um sim e depois um não.
Porque se ontem todos meus problemas pareciam estar distantes,
hoje eles ainda mais estão;
Não entendo porque você insiste,
Se você sabe que eu conheço muito bem a sua mão,
Sobre a minha ela caiu em tentação;
Não será mais necessária a temida solidão.
Possuo meu acorde que misteriosamente não se cala,
Um capo sem um pino, uma gaita que ilumina a escuridão.
Um coração que nunca morre;
Um dedo de limão.
domingo, 7 de novembro de 2010
a mostra da mostarda retardada.
porque ela só precisava de entretenimento.
só queria um projeto de fuga da realidade.
só queria se divertir e esquecer que todo dia seu cabelo nunca está como ela sempre quis.
lembrou que o planejado nem sempre sai certo;
mudou seus hábitos;
desapareceu.
hoje ela é apenas uma lembrança de um tempo onde fantasiosamente tudo sempre estava bem.
e talvez realmente estivesse;
hoje ela mostra, orgulhosa, seus feitos inúteis;
se lembra de como brincou com coisa séria;
reclama da vida mesmo quando está tudo bem;
não quer mais saber de quem um dia disse já ter se importado;
come mostarda no seu cachorro delinquente;
não passa de uma contemporânea futilmente retardada.
sábado, 30 de outubro de 2010
gone.
"So if you go, if you go
let me know, let me know
that you're gone
and you're not coming back
so I can have my heart back."
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